Luísa Drummond Reis - O que mais me cativou nesse trabalho, foi como ele surgiu inesperadamente, de uma situação à qual nós nos submetíamos, sem conectar uma coisa a outra. Já era de costume nossa reclamação sobre os inconvenientes do cigarro para os não
fumantes quando estes se tornam
fumantes passivos, experimentávamos essa sensação constantemente dentro da
PUC São Gabriel e não sabíamos o que fazer a respeito, para pelo menos, minimizar esse
incômodo, qualquer tipo de abordagem ou reclamações aos
fumantes pareceria
ilógica e conservadora e não nos levaria à nossa meta. Quando surgiu a possibilidade de mudar o tema do trabalho de metodologia, levamos certo tempo para ligar um fato ao outro, mas quando o fizemos percebemos ser esta a decisão mais acertada.
Ao decorrer desse trabalho, então, pudemos ver que não seria tão simples tomar uma atitude
objetiva e clara a respeito do cigarro. A nossa antiga dúvida imperou: Como causar um impacto através de uma atitude que pareceria tão conservadora? A nossa resposta foi utilizarmos do humor para passarmos a mensagem de uma visão do outro lado do cigarro, a do
fumante passivo. Não se tratava aqui, de nomear e ressaltar os malefícios do cigarro para o
fumante, pois estaríamos intrometendo em sua liberdade, assim como fazem com os outros quando acendem um cigarro.
Fizemos várias
plaquinhas com imagens de humor que abordassem esse tema do
fumante passivo. Nós queríamos apenas representar a visão desse outro lado, passando a mensagem de que: Se você está disposto a assumir os riscos e malefícios do cigarro, assuma esta atitude, sozinho, e não leve junto com você outros, pois eles não participaram dessa decisão. Se você quer fumar, fume sozinho, isolado, respeite o espaço público, afinal, está no nome, ele é público, não particular.
Entretanto, por ser uma
ação tão invasiva, mesmo que retratada por
tirinhas, imagens e
cartuns engraçados, ou seja, por um
viés mais
irônico e divertido, ainda pode não agradar, ser mal-recebida por parte de quem se sentir ofendido ou que quiser minimizar nossa atitude, mas é um risco que temos de correr para estarmos do lado do caminho por uma cidade melhor, por uma cidade sustentável, por uma cidadania verdadeiramente valorizada e perceptível. Deve ser, portanto, uma meta trabalhada diariamente.
Natália Rios - A
idéia do
Projeto, inicialmente, me assustou. Pensei que não fosse dar certo, com o pouco tempo disponível, a falta de experiência e preocupação com as outras matérias da faculdade acreditei que seria uma correria sem lógica. Porém, agora que estamos na fase final, vi por outro ângulo como tudo correu. Definitivamente houve correria, mas nada em vão. Propusemos-nos a falar sobre as pessoas que fumavam em locais inadequados,
afetando a todos ao redor,
fumantes ou não. No início a
idéia parecia vaga, mas quando pesquisamos e demos forma ao
projeto, ficou tudo mais claro, e mais divertido. É incrível pensar no tanto que se pode aprender na elaboração de algo, mais do que isso, algo que você não conhece, ou acha que conhece. Pude entender como pequenas
ações afetam um grande contingente de pessoas, e como essas mesmas pessoas possuem opções de como agir sobre isso.
Marina dos Santos - Ao escolhermos o tema do nosso
projeto resolvemos abordar um problema que nos incomodava
diretamente. Percebemos a oportunidade de fazer uma campanha que tivesse como foco expressar claramente a nossa opinião sobre fumar em locais frequentados por outras pessoas e encontramos na Universidade um ambiente propício para tal. Em nenhum momento buscamos fazer uma campanha pedindo para que se abandona-se o cigarro, apesar de não ser má
idéia, mas nossa proposta tinha como essência a solidariedade social, o respeito ao outro. O nosso desejo de expressar o direito a um ambiente mais saudável ganhou vida e voz através desse
projeto, que apesar de não ter sido fácil de se concretizar, foi um aprendizado gratificante que espero levar comigo.
Milena Almeida - Quando tivemos essa idéia para nosso projeto, que tem como objetivo conscientizar os fumantes para que não fumem perto de outras pessoas ou em locais que muitos transitam, achei o tema muito interessante e realmente importante, pois afeta muita gente, que sofre com a falta de consciência e respeito dos fumantes. Mesmo com alguma dificuldades e contratempos para realizar esse trabalho, para mim foi muito gratificante e espero que essa nossa iniciativa dê bons resultados.
Lorena Francielle- Nossa escolha para o tema de nosso projeto foi o problema dos fumantes passivos, que saem prejudicados pela falta de consciência daqueles que fumam. Para mim, essa foi uma ótima escolha porque é algo que ocorre frequentemente e deve ser combatido por todos. Realmente, fazer esse trabalho, foi uma experiência muito bacana, mesmo frente a algumas dificuldades e adversidades para realizá-lo. Fizemos nosso melhor para que através desse projeto consigamos atingir nosso objetivo.